11 Perguntas a Fazermos a Nós Mesmos Sobre o Endividamento (11 Questions to Ask Ourselves About Debt)

Uma coisa é confiar que Deus proverá nossas necessidades atuais (Mateus 6.33). Outra é presumir sua provisão futura, ao decidirmos contrair dívidas. Ao optarmos por tomar empréstimos, tentamos forçar a Deus para que Ele proveja não só nossas necessidades, mas também nossos desejos.
 
Será que cremos que Deus sabe melhor do que nós quais são as nossas necessidades? Através do endividamento, gastamos dinheiro que não temos. Portanto, nossa decisão de contrair dívidas não seria uma prova de que cremos que necessitamos de mais, além daquilo que Deus nos deu? Se não possuímos recursos para comprar algo, e se sentimos tal necessidade disso que até tomamos empréstimos para obtê-lo, não estamos dizendo que Deus deixou de atender às nossas necessidades?
 
Se Deus sabe o que é melhor, e se sabe do que necessitamos, então por que não proveu fundos suficientes? Poderá Ele estar nos encorajando a orar pela provisão, ao invés de tomar as rédeas, buscando um empréstimo? Nesta era em que não estamos dispostos a esperar por nada, será que Deus quer que aprendamos o que significa "esperar no Senhor" (Salmo 27.14, Isaías 30.18)?
 
Antes de contrair dívidas, devemos nos fazer as seguintes perguntas:
1. É a dívida nossa maneira de contornarmos nossa dependência de Deus? (Por que confiar que Deus irá prover quando podemos tomar um empréstimo?)
 
2. É a dívida nossa maneira de pegar um atalho, evitando os meios criados por Deus para adquirirmos algo, incluindo aí o trabalho, as economias, o planejamento, a auto-disciplina, a paciência, e a espera pela provisão divina?
 
3. Que mensagem estamos enviando a Deus quando apelamos para as dívidas ao invés de vivermos com o que ele nos proveu? O que realmente estamos dizendo quando tomamos um empréstimo? Como isso se reflete sobre nossa visão de Deus? O que estamos dizendo sobre a soberania, a bondade, a sabedoria e o tempo certo de Deus?
 
4. Que efeito terá nossa decisāo de nos endividarmos hoje, sobre nossa habilidade ou disposição de oferecer o dízimo e de dar ofertas voluntárias no futuro?
 
5. Que efeito nossa decisão de contrairmos dívidas hoje, terá sobre a liberdade de seguirmos a Deus para onde quer que Ele queira nos mandar no futuro?
 
6. Ao contrairmos um empréstimo que nos comprometa a fazer pagamentos ao longo de vários anos, nāo estaríamos presumindo sobre a provisāo divina? (indubitavelmente, caso necessitemos de uma renda maior para realizar os pagamentos, estaremos presumindo sobre a provisāo divina. Podemos "saber" que receberemos uma promoção e um aumento em setembro, mas Deus não garantiu essas coisas. Os planos mudam, as empresas saem do mercado e funcionários não conseguem as tais promoções "certas".)
 
7. Embora nossa renda hoje seja suficiente para fazermos os pagamentos da dívida nos próximos vinte anos, é correto presumir que continuaremos a gerar o mesmo nível de renda? (A renda de muitas pessoas aumenta ao longo dos anos, mas a de muitas outras pessoas diminui. Muitos incorrem em compromissos financeiros adicionais fora de seu controle, tal como despesas relacionadas à saúde ou o cuidado de um parente idoso. Podemos ser demitidos. Será que Deus prometeu que isso não pode acontecer conosco?)
 
8. Será que estamos hipotecando o futuro para pagar os caprichos do presente? Será que estamos hipotecando a Deus ao presumirmos comprometê-lo a pagar por algo que ele possa desaprovar?
 
9. É o endividamento nossa maneira de evitar dependermos de Deus? De contornarmos a oração, a paciência e a espera pela provisão de Deus?
 
10. Se "devemos" contrair dívidas para prover nossas "necessidades", será porque nossas "necessidades" são na verdade desejos disfarçados? Será que gastamos tanto dinheiro em nossos desejos que não há o suficiente para nossas necessidades? Será que roubamos a Deus e perdemos sua bênção financeira ao não dar a ele as primícias?
 
11. Será que realmente esgotamos todas as outras possibilidades para evitarmos contrair dívidas? Já desistimos de atividades, passatempos e associações caros, e vendemos possessões valiosas? (Muitas vezes, cremos que não temos alternativa senão contrair dívidas, quando na verdade estamos fazendo muitas escolhas desnecessárias que nos conduzem a isto).
Um dos argumentos mais fortes para não contrairmos dívidas é que não somos Deus. Não somos soberanos, oniscientes ou onipotentes. Tiago 4.14 adverte que não podemos saber o que acontecerá amanhã. E se não sabemos e não podemos controlar tudo o que o futuro nos trará, como podemos ter certeza de que poderemos pagar novas dívidas? Podemos estar certos de que Deus proverá nossas necessidades materiais básicas se buscarmos primeiro o seu reino (Mateus 6.25-34), mas onde a Bíblia promete que Deus proverá o pagamento de todas as dívidas que contrairmos através de nossa própria ganância, impaciência ou presunção? 
 
Se estamos buscando primeiro ao seu reino, vamos nos tornar escravos de dívidas? 

11 Questions to Ask Ourselves About Debt

It’s one thing to trust God to provide for our present needs (Matthew 6:33). It’s another to presume upon Him by dictating (via a decision to incur debt) the terms of His future provision. By choosing to go into debt, we twist God’s arm to provide not only for our needs, but also our wants.

Do we believe God knows best what our needs are? Debt spends money we don’t have. So isn’t our decision to go into debt proof that we believe we need more than God has given us? If we don’t have the resources to buy something, and if we feel such need for it that we’re borrowing to get it, aren’t we saying God has failed to meet our needs?

If God knows best, and if He knows what we need, then why hasn’t He provided sufficient funds? Is He encouraging us to pray for provision rather than take things into our own hands by borrowing? In this age where we seem unwilling to wait for anything, does God want us to learn what it means to “wait on the Lord” (Psalm 27:14Isaiah 30:18)?

Before we go into debt, we should ask ourselves the following questions:

1. Is debt our way of getting around depending on God? (Why trust God to provide when we can get a loan?)

2. Is debt our means of short-circuiting the God-created means of acquisition—including work, saving, planning, self-discipline, patience, and waiting for divine provision?

3. What message are we sending to God when we go into debt rather than live on what He has provided? What are we really saying when we take out a loan? How does it reflect on our view of God? What are we saying about His sovereignty, goodness, wisdom, or timing?

4. What effect will going into debt today have on our ability or willingness to tithe and give voluntary offerings tomorrow?

5. What effect will today’s decision to go into debt have on tomorrow’s freedom to follow God wherever He wants us to go?

6. By taking out a loan that commits us to make payments over a number of years, are we presuming upon God? (Certainly, if we will require more income to make the payments, we’re presuming on God. We may “know” that we’ll receive a promotion and pay raise in September, but God hasn’t guaranteed it. Plans change, companies go out of business, and employees fail to get “certain” promotions.)

7. Although our income today might be enough to make debt payments over the next twenty years, is it right to assume that we’ll continue to generate the same level of income? (Many people’s income increases over the years, but many others’ decreases. Many incur increased financial commitments beyond their control, such as health-related expenses or caring for an elderly relative. People get laid off. Has God promised that can’t happen to us?)

8. Are we mortgaging the future to pay for the whims of the present? Are we mortgaging God by supposing to commit Him to pay off something He may disapprove of?

9. Is debt our way of circumventing prayer, patience, and waiting on God to provide?

10. If we “must” go into debt to provide for our “needs,” is it because our “needs” are really wants in disguise? Have we spent so much money on our wants that there’s not enough left for our needs? Have we robbed God and forfeited His financial blessing by failing to give Him the firstfruits?

11. Have we really exhausted all other avenues to avoid going into debt? Have we given up expensive activities, hobbies, and memberships, and liquidated valuable possessions? (Often, we think we have no choice but to go into debt, when in fact we’re making many unnecessary choices that drive us toward it.)

One of the strongest arguments for not going into debt is that we’re not God. We’re not sovereign, omniscient, or omnipotent. James 4:14 warns that we cannot know what will happen tomorrow. And if we don’t know and cannot control all that the future holds, how can we be sure that we can pay off new debts? We can be certain that God will provide for our basic material needs if we seek first His kingdom (Matthew 6:25-34), but where does the Bible promise that God will provide for all the debts we incur though our own greed, impatience, or presumption?

If we are seeking first His kingdom, will we put ourselves in bondage to debt?

Photo Credit: Christine Roy

Randy Alcorn, founder of EPM

Randy Alcorn (@randyalcorn) is the author of over fifty books and the founder and director of Eternal Perspective Ministries